Mas como podemos explicar tal invasão?Geralmente os engenheiros são migrados ao RH quando já atingiram um nível de liderança. Profissionais que além de suas experiências técnicas e de negocio adquiriram habilidades de lidar (falar) com gente.
Marcos Cunha é um destes profissionais, engenheiro eletricista, funcionário da Siemens do Brasil há 28 anos, assumiu a dois anos atrás o RH a convite da presidência. Cunha diz “A minha função é promover na liderança a cultura de alto desempenho e sustentabilidade diante dos desafios do crescimento com rentabilidade”. Hoje possui metas com maior eficiência com a implantação de novos projetos de RH, melhorando a qualidade dos serviços das áreas prestados internamente. A Siemens acredita que seja fundamental habilitar o profissional a ter sucesso num ambiente de competição em que a qualidade do capital intelectual faz toda a diferença. Outro profissional (engenheiro Civil) que assumiu o RH, foi o Sr. Carlos Alberto Griner, na Suzano Papel e Celulosel. Por conta própria, através dos desafios de liderar 100 pessoas, resolveu estudar RH no Senac. Griner começou a trabalhar buscando a convergência entre os interesses dos trabalhadores e os objetivos da empresa. “Meu objetivo sempre foi antecipara os desafios futuros, para que já estivéssemos preparados para oferecer iniciativas que contribuíssem para a implementação estratégica” diz ele.
Desta forma, podemos observar que a grande tendência para os próximos anos é de Psicólogos farão cursos de Administração e negócios e Engenheiros, cursos de gestão de pessoas.
Hoje e amanhã, um profissional de RH deverá possuir experiências e conhecimentos humanos e técnicos para enfrentar as dificuldades de uma equipe compostas de técnicos em um estaleiro ou numa siderúrgica.


